
A alma consente
A língua não cala
Perdura a fala
Um tanto descrente.
Pressente o medo
Mergulha em seu pranto
Acalenta o espanto
No ardente tormento.
Refaz os cabelos
Enxuga as lágrimas
Com a face tão pálida
Se olha no espelho.
Não reconhece a imagem
A solidão a encara
Num reflexo ligeiro.
Ao sentir-se imponente, refeita, composta
Tira sua máscara
E revela o desejo.
Amanda Loayza.
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